Operação Falso Comprador: PCDF realiza ação contra grupo suspeito de aplicar golpes em vendedores de celulares
Na última sexta-feira (3), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia Norte), deflagrou a Operação Falso Comprador. A ação teve como objetivo investigar uma associação criminosa suspeita de atrair vítimas por meio de falsas negociações para roubar celulares de alto padrão.
Ao todo, os policiais cumpriram 10 mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao grupo. As diligências ocorreram simultaneamente em Samambaia, Recanto das Emas, Riacho Fundo I, Gama e Guará. Até o momento, ninguém foi preso.
Como funcionava o esquema
As investigações apontaram que os crimes ocorreram entre o fim de dezembro de 2025 e o início de janeiro de 2026. Segundo a PCDF, os suspeitos utilizavam plataformas digitais de comércio e aplicativos de mensagens para atrair pessoas interessadas na venda de smartphones.
Para isso, os integrantes criavam perfis falsos nas redes sociais e simulavam negociações legítimas. Em seguida, marcavam encontros em locais públicos para supostamente avaliar os aparelhos.
No momento combinado, os criminosos anunciavam o assalto ou pegavam o celular para análise e fugiam com o equipamento. Além disso, em alguns casos, outros integrantes do grupo apareciam para ameaçar as vítimas ou familiares com facas e armas de fogo, garantindo a fuga.
Investigação
Durante o trabalho policial, os investigadores identificaram que, em uma das ocorrências, os suspeitos chegaram a oferecer a devolução do aparelho roubado mediante o pagamento de um “resgate” pela vítima.
A apuração também revelou que os envolvidos já possuíam antecedentes por crimes como roubo, tráfico de drogas e porte de arma. Conforme a investigação, alguns deles utilizavam redes sociais para publicar imagens com armas de fogo e entorpecentes.
Por fim, os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa e roubo majorado pelo concurso de pessoas, uso de arma branca e uso de arma de fogo. Somadas, as penas podem ultrapassar 30 anos de reclusão.
*Com informações da PCDF.
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